Como reforçamos e intensificamos o medo de nosso cão?

Como reforçamos e intensificamos o medo de nosso cão?

12 de junho de 2017

O ser humano não só humaniza seus cães como também os infantiliza. Consequentemente, usam a psicologia infantil para lidar com o medo do seu animal de estimação.

Um bebê precisa se sentir protegido pela mãe quando tem medo. Um cão precisa ser liderado com energia calma e firme quando medroso. Uma cadela apenas dá ferramentas para que seu filhote cresça forte, facilitando seu amadurecimento.
Reforçamos o medo com carícias e palavras de consolo quando o cão está neste estado. Ao contrário do que se possa imaginar, isso não funciona como alento ao animal e sim como uma recompensa pelo sentimento. É como se disséssemos “Bom garoto, sinta mais medo!” e, isto só irá aumentar gradativamente até virar uma fobia incontrolável.
Um bom exemplo desse reforço é a clínica veterinária. Quase todo cão mais submisso tem medo de clínicas, justamente por tentarmos acalmá-lo de maneira errada, muitas vezes incentivada pelos próprios veterinários, que embora sejam os maiores conhecedores de saúde animal, não aprendem psicologia canina na faculdade.

 

O que fazer com um cão inseguro?

Devemos ignorar esse sentimento de medo. Não olhar, não tocar e não falar com um cão nesse estado.
Se fizermos isso desde o primeiro sinal, raramente evoluirá. Se seu cão já desenvolveu o sentimento, tente antecipar o evento causador do trauma e, antes que os sintomas apareçam convide-o para uma atividade que ele goste (passeio, brincadeira, treinamento com petiscos, etc.). Ele irá associar o evento, antes traumatizante, a uma atividade positiva ficando assim muito mais tranquilo e pouco medroso.

Essas dicas funcionam para cães que ainda não desenvolveram ou estão no nível 1 de medo. Se o cão está no nível 2 ou já desenvolveu uma fobia, é necessário consultar um profissional em comportamento canino, pois será preciso uma terapia comportamental o mais rápido possível, antes que o problema evolua ainda mais.